O número de vítimas de incêndios no nosso país sofreu pequenas variações ao longo dos anos. Embora a maior parte dessas vítimas ocorra em residências, nenhum edifício está livre de sofrer um incêndio no seu interior ou de ser afetado por um fogo proveniente do exterior.
Os edifícios e a segurança contra incêndios continuam a fazer manchetes em todo o mundo. E depois de cada notícia e com uma regularidade deprimente, voltam a surgir as mesmas questões. Porque é que existia risco? Foram realizados testes de resistência ao fogo suficientes? Houve uma falha humana? O que podemos fazer para evitar que volte a acontecer novamente? As lições aprendidas com experiências anteriores encorajam-nos a considerar o risco de incêndio nas primeiras fases do projeto do edifício. O uso de materiais incombustíveis reduz as possibilidades de ocorrer um incêndio e impede a sua extensão caso ocorra, reduzindo ao mínimo o risco de incêndio.
REACÇÃO AO FOGO
O comportamento dos elementos construtivos em relação ao fogo depende de duas características predominantes que são mensuráveis: a reação ao fogo do próprio material e a resistência ao fogo do sistema como um todo. A reação ao fogo dos materiais de construção é uma das bases da proteção passiva contra incêndios. O sistema de classificação europeu segundo a norma UNE-EN 13501 determina 7 Euroclasses principais e 2 complementares.A lã de rocha diminui o risco de incêndio, pois não contribui com carga combustível. Sendo um material não combustível (A1), limita a possibilidade de um incêndio se desenvolver e propagar dentro do edifício, já que não contribui para a propagação de fumaça, calor e chamas no seu interior. Da mesma forma, essa característica impede que o fogo se espalhe através das fachadas, para outros edifícios próximos ou para outros compartimentos internos, através dos vãos das fachadas.